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September 30 Vive Lacroix!Siempre me ha gustado la moda. Desde que era pequeñita y mi mamá compraba la revista Vanidades, un hit comercial en el Panamá de los 70's y presencia indiscutible en todos los hogares, junto a la Buenhogar. Era en las página finales que me deleitaba viendo las últimas tendencias, las fotos de las modelos que en aquella época lucían sus delgadas piernas con mini, botas, pestañas falsas. Un mundo tan diferente del mío. Yves Saint Laurent, Dior, Lacroix. Las portadas de Scavullo quedaron en la memoria. Era la época de las discos, Bianca Jagger, David Bowie, Mick Jagger, Liza Minelli, Barishnikov. Era la época en que los diseñadores eran más famosos que las modelos y sus fotos salían en todas las publiaciones. No había internet, así es que mi fuente principal eran las revistas. Y así fue que conocía lo que sucedía en Europa y en el mundo. Ahora, me continúa gustando la moda, su cultura, su fabricación. Ya no leo ni veo la Vanidades. Ahora leo Vogue americana y la Vanity Fair. A little upgrade in my life. hahaha. Si tuviera dinero, compraría Betsy Johnson, Chloé, Prada, Calvin Klein.
Mientras tanto, me contento con ver, leer, escuchar moda. Y eso fue lo que hice hoy. Me fui al Museu da Arte Brasileira de la Faap, a ver la exposición Christian Lacroix Costumier. Bellamente montada, la exhibición cuenta con 100 trajes de escena y 80 dibujos creados por este genio de la moda francesa, que pasaron por los mejores teatros del mundo, y que vistieron actores y actrices de teatro, compañías de ballet y óperas. Lacroix es un apasionado por ropas y su espectáculo. La exhibición tiene videos del American Ballet Center, con Barishnikov, una sala espectacular con los trajes utilizados e ballets famosos y muchos muchos trajes de escena.
![]() September 03 Un Ballet en el medio de la semana...Saben aquella sensación que da cuando te estás despidiendo de alguien en el aeropuerto, cuando sabes que tal vez no veas a esa persona por mucho tiempo y te dan ganas de agarrarlo para que no se vaya? Esa sensación de quedarse huérfana de amigo, o de alguien que no vas a poder visitar más? Pues ayer me despedí de Kafka on the Shore. Siempre es lo mismo con los libros. He llegado a la conclusión de que lectores somos seres sufridores, pues ante la inminencia del adiós, seguimos siempre comenzando una nueva experiencia. Yo, por ejemplo ya estoy viendo qué leo ahora. A veces necesito tomarme la vida con calma y dedicarme más al ocio creativo, a ver qué se me ocurre y a ver qué hago. Hay que diversificar! Ayer fui a ver el Ballet da Cidade de São Paulo, en la Semana de Dança que está sucediendo en el Centro Cultural São Paulo. Tres coreografías: La Valse, Umbral y Dicotomia. Danza contemporánea con una de las compañias más tradicionales de Brasil. Alimento para el espíritu de cualquier amante del ballet. En tres bellas coreografías, la sensibildad del ser humano y su relacion con la naturaleza fueron el punto de convergencia entre ellas. Me encanta cómo el arte sabe exprimir de su público este sentimiento de continuidad que te hace ser parte de un todo. Viendo los bailarinos sentí cada pirieta, cada jetté, cada ronde. Creo que esto es lo que hace que el buen arte dure y el otro, aquel que baila o sucede sólo para ser visto, ser famoso, quede en el olvido. De repente me dieron ganas de continuar liviana y sensible. Sensibilidad es la palabra de ahora...espero que lo sea para siempre.
August 30 Perdi tudo!Acabo de perder um post. Não salvei rascunho, não salvei, ponto. Sensação horrível de achar que está chegando o fim, e zaz! Tudo some, foi-se para o espaço, que acho que não é virtual, senão, não estaria nesse limbo onde me sinto agora...Mas também não é tão grave assim. Vou salvar...Pronto...agora sim...continuo. Paranóia do século 21 essa de salvar tudo! Mas o post dizia algo assim como...
Domingo de sol, céu azul, 19 graus em São Paulo. Já li alguns blogs, deixei alguns comentários, li o jornal, entrei no nytimes, tomei meu café. Mil coisas para fazer na cidade...salvei de novo...e eu aqui me perguntando o que faço. Não quero nem ligar para convidar alguém...últimamente tenho recebido muitos NÃO e isso me incomoda. Vários são os motivos do NÃO: preguiça de sair de casa, compromissos com a família, cansaço, gripe (não a suína, I hope!), falta de vontade de viver, compromisso com os cabelos, unhas, pêlos pubianos (como diz um amigo), nenhum motivo que possa me fazer abortar a minha vontade e me juntar a ele ou ela. Se pelo menos recebesse contrapropostas, seria genial. Acho que vou acabar indo sozinha mesmo...seja o que fôr fazer!
Mas nem tudo é assim. Sexta-feira fui com a Juliana e o Alessandro na galeria Choque Cultural, conferir o trabalho We Will Rock You, da artista plástica e queridinha rocker Tara McPherson. Com um nome desses, Tara, eu tinha de ir! Designer de posters de bandas de rock (Depeche Mode, Beck, The Melvins, etc., etc.) , ilustrações, livros, series de tv com os criadores dos Simpsons, Tara é uma mulher que pensa como mulher, não tem medo de pensar como mulher e desenha como tal! Traços cheios de sensualidade, romanticismo, maldade (olhos!), sofrimento, sort of Frida Kalho's style, pop art contemporâneo e muita, mas muita cor! Tara sempre se foca nas pessoas, nas relações humanas do século 21. Uma mulher poderosa que faz que eu ainda tenha esperança nesse quadro negro de "mulheres trubufú" (de novo, como diz o meu amigo!) que vejo por ai.
July 31 Prenez soin de vous.Sophie Calle levou um pé na bunda. Nada demais em tempos de fast love. Não fosse a forma como aconteceu e as consequencias que essa ruptura teve, o pé na bunda da moça não passaria de um número a mais nos milhões de casos que acontecem todos os dias no mundo inteiro. Neste mesmo momento, escrevendo este post, tem alguém dando um pé na bunda no outro. Pois é, Sophie Calle não é nenhuma tola. Ela é uma das artistas mais interessantes da cena contemporânea mundial que fez na Bienal de Veneza de 2007 um ring civilizado para responder ao email mandado pelo namorado.
O que eu teria feito com esse email? Não sei, mas acho que teria guardado num folder para lêr e relêr pois só assim poderia entender como um ser humano pode ser tão idiota de pensar que eu iria acreditar no BULLSHIT contido no email. Comportamento típico de alguém que não consegue suportar o seu próprio peso e decide jogá-lo encima da outra pessoa para se sentir mais "aliviado" de culpas ou penas. Costumo pensar que o melhor para este tipo de "situações" é o esquecimento. Sophie Calle não pensou assim e pediu para 107 mulheres para lerem o email e o interpretassem. 107 mulheres poderosas, das mais diversas profissões e nacionalidades, dentre elas Maria de Medeiros (Diosa!), Feist, Miranda Richarson, Jeanne Moreau (Superb!!!!!), Victoria Abril, Laurie Anderson. En fotos, videos destas artistas lendo e interpretando o email, tentando comprender o que leva a uma pessoa escrever algo assim. Conclusão de todas: egoismo, medo, babaquice. E você, o que acha? Leia o email: Sophie
Há algum tempo venho querendo lhe escrever e responder ao seu último e-mail. Ao mesmo tempo, me pareceria melhor conversar com você e dizer o que tenho a dizer de viva voz. Mas pelo menos será por escrito. Como você pôde ver, não tenho estado bem ultimamente. É como se não me reconhecesse na minha própria existência. Uma espécie de angústia terrível, contra a qual não posso fazer grande coisa, senão seguir adiante para tentar superá-la, como sempre fiz. Quando nos conhecemos, você impôs uma condição: não ser a “quarta”. Eu mantive o meu compromisso: há meses deixei de ver as “outras”, não achando obviamente um meio de vê-las, sem fazer de você uma delas. Achei que isso bastasse; achei que amar você e o seu amor seriam suficientes para que a angústia que me faz sempre querer buscar outros horizontes e me impede de ser tranquilo e, sem dúvida, de ser simplesmente feliz e “generoso”, se aquietasse com o seu contato e na certeza de que o amor que você tem por mim foi o mais benéfico para mim, o mais benéfico que jamais tive, você sabe disso. Achei que a escrita seria um remédio, que meu “desassossego” se dissolveria nela para encontrar você. Mas não. Estou pior ainda; não tenho condições sequer de lhe explicar o estado em que me encontro. Então, esta semana, comecei a procurar as “outras”. E sei bem o que isso significa para mim e em que tipo de ciclo estou entrando. Jamais menti para você e não é agora que vou começar. Houve uma outra regra que você impôs no início de nossa história: no dia em que deixássemos de ser amantes, seria inconcebível para você me ver novamente. Você sabe que essa imposição me parece desastrosa, injusta (já que você ainda vê B., R.,…) e compreensível (obviamente…); com isso, jamais poderia me tornar seu amigo. Mas hoje, você pode avaliar a importância da minha decisão, uma vez que estou disposto a me curvar diante da sua vontade, pois deixar de ver você e de falar com você, de apreender o seu olhar sobre as coisas e os seres e a doçura com a qual você me trata são coisas das quais sentirei uma saudade infinita. Aconteça o que acontecer, saiba que nunca deixarei de amar você da maneira que sempre amei desde que nos conhecemos, e esse amor se estenderá em mim e, tenho certeza, jamais morrerá. Mas hoje, seria a pior das farsas manter uma situação que você sabe tão bem quanto eu ter se tornado irremediável, mesmo com todo o amor que sentimos um pelo outro. E é justamente esse amor que me obriga a ser honesto com você mais uma vez, como última prova do que houve entre nós e que permanecerá único. Gostaria que as coisas tivessem tomado um rumo diferente. Cuide de você.
Cuide de Você - Sesc Pompéia, até 7 de setembro. June 02 Femmes du Monde, IMPERDÍVEL!Navegante profissional, vagabundo, um peregrino, um explorador. Não é pessoa comum. Não é um homem comum. Assim vi o Titouan Lamazou, ex velejador e fotógrafo marroquino criado na Tunísia e radicado na França, que por sete anos viajou pelos países mais remotos fotografando mulheres para a fantástica exibição Femmes Du Monde. Mulheres de Palestina, Israel, Turquia, China, Sibéria, Índia, Colômbia, Estados Unidos, Mauritânia, Brasil, 15 países em total. Mães, camponesas, trabalhadoras braçais, médicas, cineastas, atrizes, putas, mulheres. Todas com uma coisa em comum: a mágoa pelo tratamento que os homens têm dado a elas desde que o mundo é mundo. São depoimentos e olhares de mulheres por todos os cantos do mundo tentando dar um BASTA à violência, à guerra, aos maus tratos, à estupidez. Eu sempre digo que a única coisa que interessa a uma mulher (ao menos à mim) é ser bem tratada e amada. Será que é difícil de entender? A exposição que está acontecendo na OCA no Ibirapuera é uma mostra da força das mulheres e da sensibilidade que um homem pode ter com elas. Belamente montada. Em várias ocasiões me sentei nas poltronas espalhadas pelos andares para dar uma respirada, uma meditada, uma inspirada. Não há como ir e não sair sensibilizado, emocionado, penetrado. Bela maneira de comemorar o ano da França no Brasil! http://www.titouanlamazou.com/
May 13 Vik no MASPQuanta gente não fica bundando, sem saber o que fazer da sua vida? Numa cidade como São Paulo isso é IN AD MI SSÍ VEL! Tem tanta oferta cultural, mas tem que gostar da coida para se aventurar e realmente aproveitar o que Sampa oferece. Cinema, teatro, artes plásticas, cursos. Geralmente, gosto de sair à procura do que fazer, à procura de algo que me inspire, preencha o meu espíritu, me emocione. Sou assim. Superlativa. Funciono à pura emoção. Se vou fazer algo, preciso gostar. Tem um aluno que acha engraçado meu jeito de dizer "me ENCANTA!". "Tudo te encanta?" ele me pergunta. É que eu vejo beleza nas coisas que muitos não vêm. Talvez esse olhar estrangeiro que todos falam. Talvez o meu lado bon vivant que vai pela vida qual Dennis Hopper em Easyrider. hahahahaha
Bom, ontem foi um dia desses. Terça-feira costuma ser o meu dia cultural. MASP de graça, e aproveito a carona para dar uma olhada na cidade o que acontece. Fui no Masp ver a mostra de Vik Muniz, artista em todo o sentido da palavra, uma pessoa antenada, preocupada com o mundo em que vive e com o impacto que um artista como ele pode ter no olhar de pessoas que, como eu, também tem as mesmas preocupações. O ser humano é essencial na obra dele, que pensa que a obra só se completa quando existe a interação entre artista e espetador. Vik, mais que paulistano, é um homem global. Passeia confortavelmente entre New York, Rio e São Paulo e as suas referências artísticas são de tirar o fôlego. Meus olhos ficaram cheios de lágrimas quando fiquei enfrente de várias obras. A mostra é dividida em vários temas, dependendo dos materiais inusitados que ele usa. Vale muito a pena conferir! Até dia 12 de julho de 2009.
![]() Vik
![]() Diamantes
![]() Medusa com spaghetti
April 18 Viajar é preciso..."O viajante é um homem de travessias, em movimento rumo à descoberta de lugares e pessoas, e seus modos de viverem. Viajar é o encontro com a paisagem humana e natural, com a semelhança e a diferença. O que nos chama atenção ao viajar é aquilo que nos remete à origem, na semelhança, ou nos provoca o sonho, na diferença. Viajar é estar no mundo com os olhos de forasteiro que se reconhece como amigo ou estrangeiro. O invasor é aquele que não é capaz de viajar pela paisagem que encontra em seu caminho. Incapaz de realizar o projeto da viagem, o invasor destrói aquilo que não lhe pertence ou rouba aquilo que o seduz." Texto extraido da exposição Paisagem Flutuante, no Sesc Pompeia.
Viajar é o que todo mundo deveria fazer para aliviar o peso de vivir só na terra. Ar e água se fazem necessários para poder distinguir as diferenças e as belezas de cada força da natureza. Quem não viaja, não pode saber o cheiro de outras terras, o sabor de outras comidas, a sensibilidade de outros povos. Quem não viaja não sabe que além dos limites onde se desenrola sua vida, pode existir uma oportunidade de mudança, de esperança, de aventuras. Viajar é preciso...
![]() March 13 Sexta-feira 13 de MestresChove em Sampa. É lua cheia. Metallica no rádio. É sexta-feira 13. Não sou de acreditar em Freddie Krugger, Jason ou Halloween fazendo das suas em dias como hoje. Então, como todas as sextas-feiras, lá fui eu aproveitar o meu dia livre. Jornalzinho de manhã, passeio mais longo com o Brahma, cafezinho mais reforçado. Oh como é bom ter um dia livre durante a semana para se sentir o único mortal que é feliz quando todos estão com "queria que fosse sábado" estampado na testa. Para mim, sexta é sábado. E quinta é sexta. Uma maravilha. Hoje fui almoçar com a Judith. Encontro na Fnac e logo, almoço regado às histórias da viagem. Botamos o papo em dia e eu segui meu passeio. Fui ao Instituto Tomie Ohtake ver a exposição de Latitudes: Mestres Latinoamericanos. Uma coleção da Femsa (empresa líder em bebidas na AL) que existe desde 1977. Fiquei pensando quantas cervejas eu tive que comprar para eles adquirirem semelhante coleção, mas isso é outra história etílica, não é? Tem mestres da Argentina, México, Uruguai, Brasil, Equador, Nicaragua. Botero, Frida Kalho, Diego Rivera, Rufino Tamayo, metres da arte, que em algum momento da vida, se encontraram em um mesmo quadro latinoamericano, com situações similares e inquietações que pairavam no ar neste mundo latino. A exposição vale pela oportunidade de poder ver ao vivo quadros que poucas vezes teremos perto. Recomendação imperdível.
![]() ![]() Data: até 6 de abril de 2009 - de terça a domingo, Horário das 11h00 às 20h00 (Entrada franca) Local: Instituto Tomie Ohtake – Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros São Paulo - SP Tel.: (11) 2245-1900 August 07 CATCHING THE BIG FISH WITH DAVID LYNCHDía de cine en São Paulo. Pero no un día cualquiera. Hoy fue la charla del cineasta David Lynch en la Livraria Cultura, sobre Meditación y Creatividad. Vino a lanzar su libro "Em Águas Profundas: Criatividade e Meditação" (Catching the Big Fish: Meditation, Consciousness and Creativity) y a regar la voz para reducir el stress que se está apoderando del mundo, por medio de su David Lynch Foundation para la Meditación Trascendental. Entrar al teatro no fue tarea fácil. Aquí en São Paulo todo suele tener filas kilométricas, así es que me dispuse a llegar lo más temprano posible y sentar mi derriere en la fila. Ya eran las 8 de la mañana cuando llegué y habían 8 personas delante de mí. Yes! Ahora sí, estaba segura de que iba a entrar y a sentarme cerquita de Lynch. Cinco horas después, distribuyeron los boletos.
Siempre me ha gustado el lente de Lynch. El trabajo divino del film Elephant Man, la fotografía de Mullholand Drive y Blue Velvet, la historia loca de Wild at Heart, Inland Empire que no vi. Todas dan la sensación de estar viendo una obra de arte y de estar haciendo parte de la transformación de algo en este planeta. Bueno, Indra, menos! hahahahaha.
Super simpático, David Lynch fue con Donovan, su partner espiritual que le está ayudando a divulgar la importancia de la meditación en la vida de las personas. Cuando lo vi entrar, me pareció un señor medio curvado por la edad, con un saco negro, camisa blanca con los botones cerrados hasta el último y el corte de cabello que siempre lo ha caracterizado. Ojos azules como el pacífico mar, manos increiblemente bellas y voz que podría se dublada por la de alguno que la tuviera más grave. hahahaha. Respondió preguntas, se río de sus propias respuestas y hasta de algunas preguntas. Su misión estaba concluída. "Real peace is the abscence of all negativity. Not just abscence of peace". Segun él, sólo cuando dejamos ese campo abierto lejos de la negatividad, es que podemos llegar a "pescar" esas ideas que están en el fondo. Dice Lynch que "the artist has to understand what suffering is. He doesn't has to suffer". That't it David. Thanks for sharing the peace.
![]() July 24 EL MUNDO ANIMADO DE SAO PAULOJulio realmente es un mes animado! Se celebra este mes el Anima Mundi, el mayor festival de animación de Brasil. Hace 16 años nació la idea de crear éste, que es uno de los principales festivales del area, con el patrocinio del Banco do Brasil y Petrobrás. Oh, si no existieran los patrocinadores que creen en el arte como medio para ganar adeptos! Cosa extraña en Panamá, donde las compañías no sienten esa responsabilidad corporativa que a mi ver, debería ser obligatoria. Pero bueno, ese es otro tema para post. Continuando con el Anima Mundi, hoy me aventuré al centro de la ciudad, más precisamente al Centro Cultural Banco do Brasil, para ver 6 cortos: Onat Hachamutzim (Israel), Office Noise (Dinamarca), Le Joir de Gloire (Francia), Franz Kafka Inaka Isha (Japón), En Agosto (Colombia), Glago's Guest (Estados Unidos). Me puse a pensar en la semejanzas de temas que hay en el mundo y cómo las personas de todo el planeta están conectadas por las mismas sensaciones, las mismas preocupaciones, los mismos problemas. Algo quedó claro: hay un mundo pidiendo paz; un mundo que está gritando silenciosamente para ser escuchado. Artistas de Croacia, Australia, Argentina, Dinamarca, Eslovakia, España, Estados Unidos, Brasil, Alemania, Canadá, Cingapure, Colombia y hasta El Salvador! Panamá? Brilla por su ausencia. Creo que en animación todavía andamos en pañales. Impresionada quedé con En Agosto, de Andrés Barrientos y Carlos Andrés Reyes, de Colombia. Bellísima producción sobre un cuento metalinguístico. Los detalles y la precisión de la tinta me volaron la cabeza. Otro que simplemente me fascinó, fue Fraz Kafka Inaka Isha. Cómo puede ser que Koji Yamamura tenga esa delicadeza para contar una história tan surreal? Los japoneses realmente viven un mundo paralelo! El corto de Israel, Onat Hachamutzim, de Ronen Zhurat, es una manera divertida de abrir los ojos a los problemas contemporáneos que vivimos (educación, guerra, familia). Y todavía hay más. Tantos cortos, filmes, workshops. Hasta domingo, me siento animada! http://www.animamundi.com.br/default.asp
November 09 Miss SaigonAyer fui a ver Miss Saigon en el Teatro Abril de São Paulo. Un montaje de grandes proporciones y de inversión millonaria que por donde ha pasado ha llenado plateas. Aquí en São Paulo no podía ser diferente. Estaba repleto el teatro. La historia trata de los amores imposibles en la guerra de Vietnam, pero bien podría ser en el Panamá ocupado por las bases americanas. Todo panameño sabe cómo era la convivencia con los americanos en los años de la ocupación de la Zona del Canal. Para unos, un acto de lucha hasta morir. Para otros, o mejor, otras, una oportunidad de conseguir el codiciado Green Card. Miss Saigon podría llamarse Miss Cholita Panameña o Miss Militza, nombre popular en las camadas populares de Panamá. Chris, un gringo de la Army, conoce a Kim en un burdel de Saigon, se enamora de ella a pesar de la diferencia cultural entre los dos. Esa diferencia que sólo conoce el lenguaje del amor o de la lujuria. Una especie de Puccini moderno. Entre besos y promesas de amor eterno, Chris es llamado por Mr. Sam a que regrese a los States, pues su misión ya había culminado. Llantos, promesas, cuánto amor. Kim (o Miss Militza) no sabe que cuando Chris se va, ella lleva en su vientre vietnamita un medio gringuito. Tres años pasan y el amor de Kim crece a cada día. Chris, por su lado, ya ha dejado atrás los horrores de la guerra, entre ellos a Kim, y ahora vive con su mujer también gringuita. Todo lindo maravilloso hasta que un día recibe una carta de Kim preguntándole: “Y entonces? Tú allí y yo aquí cogía en la cabanga? Tengo un gringuito y todavía te amo.” Ella todavía tenía el American Dream de vivir en una casita en el suburbio de Wisteria Lane, con su jardín bien verde, con dos Explorer y talvez unos duendecitos en la grama. Todo menos aquella vida miserable de Saigon. Chris decide enfrentar la situación y se va a Saigon con su mujer gringuita para conocer al tal del chiquillo medio gringuito. Él todavía la ama, pero no al punto de dejar a su actual mujer. Al darse cuenta que Chris no tiene la llama encendida como ella la ha tenido todos estos años por él, se da un tiro en la cabeza. Final casi obligatorio, pues qué más podría pasar? Quien se robó el show mismo, fue el Engenheiro, magistralmente representado por Marcos Tumura. August 21 Noche de BolshoiAyer pensaba ir al cine con una amiga y a último momento me regalaron dos boletos para ver a la Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, en el Theatro Municipal de São Paulo. La noche estaba hecha! Con lo que me encanta el ballet, ver a los futuros bailarinos de la compañía Bolshoi de Brasil es un raro momento. Para los que no saben aquí en Brasil, existe la única extensión extranjera del famoso Ballet Bolshoi y se especializa en graduar a jóvenes en danza, con técnicas del método ruso y la flexibilidad brasileira. Una verdadera diversidad de culturas y de arte. En la presentación de ayer, los chicos danzaron diversos fragmentos de famosos ballets (El Cascanueces, El Lago de los Cisnes, Corsarios, Don Quijote). Me vinieron a la memoria todos aquellos años de vida en la danza, cuando todavía hacía el "split" y todavía me salía un "grand plié" con la nalga metida. Oh tiempos buenos! El segundo acto, tuvo la participación de todos los chicos de la compañía y danzaron Chopiniana, bella coreografía del ruso Mikhail Fokine. Me puse a pensar en cómo quería ser una bailarina cuando era pequeña! Cómo quería bailar con puntas! Pero creo que la vida es sabia y no me llevó por ese camino del arte. Creo que lo hago mejor como expectadora! jajajajja. July 06 Noche en el Teatro MunicipalAyer fue día de ballet. El Balé da Cidade de São Paulo estrenaba dos nuevas coreografías y Leda tenía dos invitaciones. Yo amo el ballet, así es fui a ver de qué se trataban las dos coreografías. Una era "Khaos", obra que en los días de hoy está más presente en nuestras vidas que nada. Aquí, el coreógrafo le dió otro sentido al caos urbano que nos cerca, para llevarnos por otra línea de pensamiento, que es el caos que existe antes del ordenamiento de las cosas. Es ese desorden que molda lo organizado que vemos en varios sistemas, como la naturaleza por ejemplo. Obra densa, llena de sutilezas y llena de pensamientos.
La otra coreografía se llamaba "Dicotomia". Partiendo de conceptos aristotélicos de que "una cosa no puede ser y no ser al mismo tiempo" y "aquello que es sencillo antecede a aquello que es compuesto", se abren con esta coreografía nuevas posibilidades de existencia humana: vertical y horizontal, derecho e izquierdo, singular y plural, sencillo y compuesto. Con vesturario excelente y escenografía sencilla, pero super impactante, principalmente por los efectos dados a las telas que componían el escenario.
Cada vez que voy a un ballet, me maravillo con las múltiples posibilidades del cuerpo humano. Esos movimientos nunca antes imaginados son los que le dan el brillo a la danza. O aquellos que hacemos todos los días de manera regular, y que son al mismo tiempo movimientos extraordinarios de nuestro ser.
June 17 The Constant GardenerHay días en que Paulo se levanta más creativo que nunca y con ganas de aplicarse en alguna cosa en la casa. Me encanta verlo así. El viernes fue día de jardinería. El espacio no es nada grande, pero consiguió darle un aire de naturaleza al apartamento. Ahora ya tenemos jardín. Sólo espero que resistan a las inclemencias del tiempo y a mí. May 25 Bob Gruen ROCKERS
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| ![]() May 06 Leonardo Da Vinci, la Exhibición de un GenioFui a ver la exposición de Leonardo Da Vinci y aluciné con su genialidad. Es siempre así. La mayoría de los genios tiene un disturbio de obsesión que muchas veces los lleva a la locura. Da Vinci, el genio del Renacimiento, nunca se casó ni tuvo hijos. Se piensa que era homosexual, pero jamás fue probado nada. Si se hubiera comprobado, lo esperaría la inquisición. Aquí unas de sus muchas frases:
"Existen tres clases de personas: aquellas que ven, aquellas de ven cuando les es mostrado algo y aquellas que no ven".
"Así como el día bien utilizado trae un buen sueño, también una vida bien utilizada trae una buena muerte".
![]() March 20 Museo de la Solidaridad Salvador AllendeDe vuelta a casa, pasé por la Galería de Arte del Sesi, que estaba inaugurando una exposición sobre el Museo de Solidaridad Salvador Allende, directo de Santiago de Chile. Wao. No sabía que existiera un museo hecho por artistas del mundo entero, solidarios al régimen democrático de Salvador Allende. Resulta que en los 70's, varios intelectuales de Chile sintieron la necesidad de crear en Chile, un comité internacional que retratara la forma de pensar y de crear de lo que estaba sucediendo en el mundo. Invitaron para esta iniciativa única en el mundo, artistas del peso de Miró, Picasso, Ligia Clark y muchísimos otros creadores de movimientos artísticos en sus países de origen. Uruguay, Argentina, Brasil, Holanda, Francia, España, Portugal, Alemania, Italia, Inglaterra, Suiza, Polonia, Estados Unidos, Cuba y Chile. Una gran manera de registrar un momento tan importante de Chile. Me quedé pensando qué han hecho los artistas en Panamá para registrar momentos de nuestra historia. Me dieron ganas de llorar!
El Museo en Chile.
![]() Alimentando mi espírituHoy me fui a pasear, aprovechando que la lluvia nos dió una trégua. Por Dios, cómo llueve en esta ciudad que antes era de la "garoa" (llovizna bien fina) y ahora es de las tormentas. Efecto estufa claro! Bueno, terminé mi clase y me fui rumbo a la ave. Paulista, mi favorita de São Paulo. Primera parada librería Cultura en el Conjunto Nacional. Libros de arte, libros de fotografía, diseño, arquitectura, gastronomía, libros, libros! Quería comprar todos. Pero como tienen precios prohibidos, pues ni modos, a olerlos, a sentirlos, a ojearlos. Aproveché para dar una ojeada en los precios de los diccionarios English English (recomendado para TODOS mis alumnos pues para mí todo ser humano TIENE QUE TENER un buen diccionario en su casa). Mísión cumplida. Alma lavada. Me dirigía hacia la nueva Livraria da Vila que por lo que leí en el periódico, inauguró este domingo y tiene 3 pisos con más de 500 mil títulos. No es bárbaro? Pero ese paseo quedó para después. Oba! Es martes y me acordé que el Museo de Arte de São Paulo es gratis los martes!!!! Fui corriendo a ver a Goya, que anda paseando por el museo con la colección de la CaixaNova, directo de España. La exposición de la serie completa de los grabados de Goya desde 1797 a 1799. Son grabados que él vendió a una tienda de perfumes y bebidas (sí, perfumes y bebidas!) en la calle del Desengaño, en Madrid, por el año de 1799, y que tituló "Caprichos". Crítica social mordaz y disimulada a la sociedad civil de España. Como es característico de Goya, los claros le dan paso a lo oscuro, lo soturno, con personajes que van desde prostitutas, brujas y demonios, a ricos, pobres y mujeres en general. Los Caprichos, Los Desastres de la Guerra, la Tauromaquía y los Proverbios o Disparates. Estas son las partes que componen la exposición. A mí me encantó la serie Disparates, principalmente esta:
![]() No se aprecie muy bien, pero explico: en esos tiempos, las jovencitas se casaban bien jovencitas con viejos bien viejos. Eso ocasionaba que las mujeres fueran desdichadas, tristes, y que tuvieran relaciones extramaritales con jóvenes de su edad. En este grabado, la jovencita tiene dos cabezas: una viendo al amado (fantasma) y otra viendo a su señor el viejo. Impactante!
February 19 TranstornaNo hay mejor época en São Paulo para hacer actividades culturales, sin largas filas y sin todo el stress que a veces trae salir a hacer algo. Ayer fui con Ricardo a ver Transtorna, el espectáculo de la Cia. de Dança Palácio das Artes, de Belo Horizonte. Inspirado en las "ciudades invisibles" de Italo Calvino, el espectáculo comienza desde que uno está en la fila para entrar al teatro, llevándonos por el universo de las grandes ciudades y sus miedos, fobias, los vacíos, inclusión y exclusión de las personas, la desconstrucción de nuestro ambiente. Ya dentro del teatro, supuestamente "esperando que el espectáculo comience", nos vemos sorprendidos cuando nos dicen que cambiemos de asiento rápidamente, pues es una situación de emergencia. "What the heck is going on?", le pregunto a Ricardo. Pero la sensación de espacio invadido es evidente y también es evidente que la Cia. de Dança Palácio das Artes está una vez más llevándonos a un diálogo sobre lo que nos cerca y nos encierra en las grandes ciudades. Ahora sí, el show comenzó y la fuerza de la música y los movimientos de estos exepcionales bailarinos. Salí del show con una sensación de transtorno, es verdad. Pero al mismo tiempo preguntándome qué hacemos para tornar nuestro ambiente más humano. Coincidencia o no, las mismas sensaciones tratadas en la Babel de Iñárritu. Las desconstrucciones del ambiente, los miedos que tenemos, los vacíos que cargamos.
![]() October 07 Intento frustrado de ir a la BienalComenzó hoy la 27a Bienal Internacional de São Paulo, con el tema "Cómo vivir junto". Un tema que mí en particular me interesa y mucho. 118 artistes están exponiendo sus trabajos y es una super oportunidad de ver cómo está el mundo en que vivimos. Ok. El programa suena excelente para una tarde de sábado. Cris viene a buscarme y para allá nos fuimos. Yupi! Vamos a la Bienal! Lo que no sabíamos era que iba a ser IMPOSIBLE conseguir parking pagado (aquí abundan los "flanelinhas", como le dicen a los "cuidadores" de carros). Pasamos una hora buscando y nada! Fue increible constatar que las calles del mundo ya no están preparadas para las grandes ciudades. Es frustrante no poder aprovechar lo que la ciudad ofrece por el pequeño detalle de los parkings. Llega hasta a irritar! Bueno, la Bienal quedó para otro día. Nos regresamos a la avenida Paulista y nos fuimos a escuchar un poco de música en A Casa das Rosas, una mansión de estilo francés, construída en 1935 y que funciona ahora como centro cultural y galería de arte. Después nos fuimos al Itaú Cultural (http://www.itaucultural.org.br/) y vimos una exposición super, "Ruas", sobre el pulso de las calles y todos los flujos humanos que pasan por ella. Definitivamente tengo que regresar para verla con más tiempo. Talvez mañana sea un buen día. Regresé feliz a casa. Un sábado más dedicado al arte. |
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