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    March 29

    Eu não sou gente fina?

    Às vezes fico me perguntando que diabos faço nesse planeta.  Sinto que as pessoas estão ficando cada vez mais longe daquilo que eu chamo de vida prática, sem neuras e sem falsidades.  As coisas que eu assumo como boas e produtivas, ao parecer não o são para o resto dos mortais.  Explico:  ontem e hoje aconteceram dois fatos diferentes mas idênticos no conteúdo.  Ontem tinha uma aula (sim, sábado é um dia para ir ao cinema, certo?) das 15 às 17 horas.  Os estudantes não compareceram.  Não ligaram, não me avisaram.  Fiquei aqui esperando.  Poderia ter aproveitado para fazer uma exfoliação que haviam me oferecido no salão de beleza perto de casa.  Fiquei sem saber se os meus alunos haviam morrido, havia acontecido um acidente no caminho ou se ficaram presos no trânsito (excusa muito comum entre os brasileiros).  Hoje, a mesma coisa.  Fiquei de me encontrar no Ibirapuera (parque, não shopping) para tomar um café da manhã com um casal de amigos.  Cheguei lá mais cedo para procurar a lanchonete Planetário dentro do parque e dizer a eles o portão pelo qual tinham de entrar, já que o parque é imenso.  Liguei para saber onde estavam e o celular estava desligado!  Oh Deus, século 21 ou 18?  Fiquei esperando e eles não compareceram, não ligaram, não mandaram um pombo.  Nada.  E eles não são brasileiros.  São americanos.  Será que esse respeito que eu tenho pelos outros é considerado passé compossé? 
    Outro exemplo.  Gosto de fazer carinhos especiais para os amigos.  Paulo e eu sempre preparando coisinhas para agradar em casa.  A maioria aqui no Brasil, não considera isto como um agrado.  Eles até acham...sei lá o que brasileiro acha.  Gostaria de saber.  Essa falta de compromisso e de agradecimento pelo carinho é o que mais me mata entre os seres deste planeta.  Não vou dizer dos brasileiros, porque a experiência tem me ensinado que isto acontece entre todas as nacionalidades. 
    Esta semana me disseram que eu não sou gente fina.  Não sou gente fina porque não permito que ninguém mande emails coletivos com o meu endereço no meio de um milhão de pessoas (amigos de confiança, segundo a pessoa que me disse que eu não era gente fina).  Eu não sou gente fina porque não tolero o atrasso.  Eu sempre chego cedo nos lugares e acho que isso demostra o meu respeito pelos outros.  Eu não sou gente fina porque falo NÃO sem constrangimento, graças a Deus.  Isso, para muitos, é uma ofensa.  Eu não sou gente fina por tantas coisas. 

    Qué hacer en la oscuridad?

    Qué puede suceder en 60  minutos sin luz?  Qué hacer en ese tiempo?  Hay gente que todavía se pregunta eso.  Oh falta de imaginación!  Personas que sin pensarlo, son manipuladas día a día, llevadas a hacer lo que los otros quieren que ellas hagan: ver televisión, ver televisión, ver televisión.  No creo que haya mucha gente que lee de las 20:30 a las 21:30.  Mucho menos, gente que salga a correr, haga una cena a luz de velas con la familia o salga a pasear a su mejor amigo.  Talvez esta pueda ser una hora para hacer el amor a lo oscuro, como adolescentes en comienzo de noviazgo.  El hecho es que es una buena manera de hacernos pensar por 60 minutos en la importancia del silencio, la importancia y el placer de contemplar el cielo, quedarse un rato sin ruidos televisivos que pertuben las ideas.  Earth Hour en São Paulo tuvo la participación de monumentos importantes.  Todos apagaron sus luces, dejando la ciudad a oscuras y sin aquel brillo de sus spots.  Si por mí fuera, esto se repetiría todos los sábados.  Estoy segura de que el planeta, aquella casa que el ser humano insiste en maltratar, lo agradecería!
     
    March 16

    Radiohead's Big Ideas

    Uma das bandas que com certeza vai ficar na história do rock, Radiohead.  Sencibilidade, letras inteligentes e tão contemporâneas que muitos não entendem.  Assim acontece com os genios.  Muitos não tem a coragem de ler com o coração aberto as verdades que outros com maestria tentam nos falar. 
     
    A minha favorita desde sempre, por ser simplesmente genial:
    Nude (apesar de aparecer com esse nome no album, realmente se chama "Big Ideas (Don't Get Any)". 
     
    Don't get any big ideas
    they're not gonna happen
    you paint yourself white
    and feel up with noise
    but there'll be something missing
    Now that you've found it, it's gone
    Now that you feel it, you don't
    You've gone off the rails
     
    So don't get any big ideas
    they're not going to happen
    You'll go to hell for what your dirty mind is thinking
     
    Às vezes, Thom acrescenta este verso ao vivo:
    She stands stark naked and she beckons you to bed
    don't go, you'll only want to come back again
     
    Released:
    October 10, 2007 digitally, December 3, 2007 CD & Vinyl
    Found on:
    In Rainbows

    This song was originally introduced by the band as an untitled piece, but on Web sites it is often referred to as "Big Ideas (Don't Get Any)." Thom first heard this title from Matt Pinfield in a MTV interview for 120 Minutes. The title "Nude" is the title that appears on the band's set lists, though the song has never been referred to elsewhere by this name. The piece features both Thom and Jonny on keyboards, and it is as gorgeous and mysterious as both "Motion Picture Soundtrack" and "True Love Waits" as far as the unreleased material is concerned. Influenced by the notion that we live in a man's world, a place where men can get whatever they desire, the song also explores the guilt that men feel when they commit certain acts, like cheating on their partners.

    On May 6, 2006, "Nude" was performed by Radiohead in Copenhagen at their first concert of the year. It is speculated that the band have recorded this song and it will be included in their next release.

     
    March 13

    Sexta-feira 13 de Mestres

    Chove em Sampa.  É lua cheia.  Metallica no rádio.  É sexta-feira 13.  Não sou de acreditar em Freddie Krugger, Jason ou Halloween fazendo das suas em dias como hoje.  Então, como todas as sextas-feiras, lá fui eu aproveitar o meu dia livre.  Jornalzinho de manhã, passeio mais longo com o Brahma, cafezinho mais reforçado.  Oh como é bom ter um dia livre durante a semana para se sentir o único mortal que é feliz quando todos estão com "queria que fosse sábado" estampado na testa.  Para mim, sexta é sábado.  E quinta é sexta.  Uma maravilha.  Hoje fui almoçar com a Judith.  Encontro na Fnac e logo, almoço regado às histórias da viagem.  Botamos o papo em dia e eu segui meu passeio.  Fui ao Instituto Tomie Ohtake ver a exposição de Latitudes: Mestres Latinoamericanos.  Uma coleção da Femsa (empresa líder em bebidas na AL) que existe desde 1977.  Fiquei pensando quantas cervejas eu tive que comprar para eles adquirirem semelhante coleção, mas isso é outra história etílica, não é?  Tem mestres da Argentina, México, Uruguai, Brasil, Equador, Nicaragua.  Botero, Frida Kalho, Diego Rivera, Rufino Tamayo, metres da arte, que em algum momento da vida, se encontraram em um mesmo quadro latinoamericano, com situações similares e inquietações que pairavam no ar neste mundo latino.  A exposição vale pela oportunidade de poder ver ao vivo quadros que poucas vezes teremos perto.  Recomendação imperdível. 
     

    Data: até 6 de abril de 2009 - de terça a domingo,
    Horário das 11h00 às 20h00 (Entrada franca)
    Local: Instituto Tomie Ohtake – Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés) - Pinheiros
    São Paulo - SP Tel.: (11) 2245-1900
    March 09

    El Último Lector

    Qué es un lector?  Fue esta la pregunta que me llamó la atención en la lectura del libro El Último Lector, del argentino Ricardo Piglia.  Quién soy? Qué busco cuando leo?  A qué grupo de gente pertenezco?  Es el lector una persona que se aleja de este mundo para entrar en su mundo paralelo?  Creo que sí.  Es como entrar al mágico mundo que está detrás del espejo que Carrol describió en Alicia en el País de las Maravillas, o más allá del arcoiris para los que creen en Oz.  "Lo real no es el objeto de la representación sino el espacio donde un mundo fantástico tiene lugar", dice Piglia.  Es ese mundo fantástico el que me encanta.  Es ese mundo el que me hace creer en la realidad de la vida, incluyendo todas las cosas malas.  Oh qué sería de mí sin la fantasía de los libros?  Sinceramente, no sé cómo la gente consigue vivir en un sólo plano.  Yo necesito mi mundo paralelo.  Según Piglia, yo hago parte de los lectores puros: aquellos que leen no sólo como una práctica, sino como una forma de vida.  Curioso cómo ante los hechos que la vida presenta, siempre hay un paralelismo literario que me hace comprender mejor el por qué de ciertas cosas.  Más curioso todavía es pensar que antes yo creía que los lectores eran seres que sufrían más por tener una mejor noción de los hechos de la vida.  Cuanto más se sabe, más se sufre, pensaba yo.  Con el tiempo, comencé a pensar en la maravillosa ventaja que es tener ese otro mundo (algo así como The Matrix) en el que podemos construir significados sobre los dilemas de la vida. 
    Piglia escribe sobre la relación que los escritores tienen con los lectores y la relación que ellos mismos tienen como lectores.  James Joyce, Borges, Cervantes, Shakespeare.  Lectores apasionados que siempre tenían un libro en su cabecera.
    Acabo de comenzar a leer el libro.  Lectura fascinante sobre el hábito de leer.  Cuando leo me transporto, me entrego a los personajes, me hago su mejor amiga.  Siento que Hans Castorp (el héroe de La Montaña Mágica, de Thomas Mann) es mi mejor amigo.  O que los personajes de Saramago son de una cierta manera, algo de mí.  Un conjunto que el autor siempre saca de mi persona.  Cómo consiguen conocerme tan bien?  Cómo saben lo que me emociona?  Cómo saben lo que necesito para sentirme feliz, triste, meditativa?  Esa relación del autor con el lector es el ámago de la sensibilidad que los lleva a ser lo que son: grandes seres que nos ayudan a entender mejor este mundo en que vivimos.  Y tú?  Por qué lees?

    March 04

    Feliz Año Nuevo!

    El año acaba de comenzar.  Sí, en pleno marzo, el tercer mes del año.  Fueron tres meses de "después del carnaval" como pretexto para no comenzar cuando se debería, en enero.  Pero así es, en el país del carnaval esa no es una preocupación para los millones de personas que trabajan largas horas para ganarse la cerveza de cada día, o para los más responsables, el pan francés de cada día.  Marzo comenzó con fuerza, y febrero terminó con más fuerza aún.  Como decidí viajar sólo en junio, este feriado sagrado me quedé aquí disfrutando todo lo que São Paulo tiene de mejor: bares, botecos, restaurantes, cine, cine y más cine.  Muchos amigos también se quedaron, así es que fue el momento de reuniunos, fiestecitas, cervecitas y mucha música.  El sol decidió esconderse y no pude ir a la piscina tanto cuanto quería, pero un día fue bárbaro. 
    Mientras la mayoría se acababa en el carnaval, aproveché para ver The Reader, dirección de Stephen Daldry, con Kate Winslet y Ralph Fiennes.  Stepen Daldry ya es un buen motivo para ver una película.  Después de Billy Elliot y The Hours, sé que no me iba a decepcionar.  Bella película ambientada en Alemania, durante la segunda guerra, que trata de la relación de amor entre un joven adolescente y una mujer 10 años más vieja.  En los días de hoy, esa relación podría verse normal, pero hace unos años era digno de guillotina!  El amor transcurre, el adolescente le enseña las maravillas de la lectura de los clásicos a su ignorante "novia" y un día todo se acaba.  Diez años después, como estudiante de leyes en una universidad, el profesor lleva al chico a una corte, donde estaba siendo juzgada una mujer, acusada de haber colaborado con la SS.  El impase moral lo acompaña desde siempre, sólo que ahora, él deberá saber si la mujer que él amó unos años atrás es culpable o no.  Será que ella sabía de todo lo que sucedía en las cámaras de gas para donde mandaba a las mujeres judías del campo de concentración, o será que ella no fue sólo una víctima de la ignorancia que siempre la acompañó?  Otra mirada a un tema tan delicado como la segunda guerra.  Stephen Daldry no decepcionó.  Ni Kate Winslet en su excelente actuación!
    Otro director que venero es Gus Van Sant.  Desde My Own Private Idaho, con River Phoenix e Keanu Reaves supe que ese era uno de mis favoritos.  Ahora, la unión de Van Sant, Sean Penn, Diego Luna y Emilie Hirsch no podría ser mejor.  Al final de la película, me quedó la constatación: Sean Penn es lo mejor del cine en lo mejor del cine en los días de hoy. 
    Otras actividades durante el carnaval: terminé el libro de Saramago que estaba leyendo, A Viagem do Elefante.  Al contrario de muchos de los libros de él que ya tuve la oportunidad de leer, éste tiene mucho humor.  Su personaje principal es una mezcla de Cantinflas, el Chavo del Ocho y Hans Castorp de Thomas Mann.  Esa sabiduría popular que todos aman y que nos enseñan que no hay que ir a Harvard para ser sabio. 
    Todas estas actividades fueron patrocinadas por Brahma (la cerveza), alguna que otra fiesta, la música de KISS FM, a rádio do Rock, y la distancia que me separaba de Paulinho. hahahaha.